"ESSÊNCIA DA SAÚDE - Plantas medicinais e alimentação"

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Ao longo dos séculos, as plantas vêm sendo usadas pela humanidade, de forma empírica, apresentando um rico e eficaz potencial no combate às doenças. Povos como egípcios, os indianos e os chineses já as utilizavam a.C., sendo que no Ayurveda (medicina tradicional indiana) e na Medicina Tradicional Chinesa, ainda hoje, predomina o seu uso.

 

Até o início do século XX, os produtos terapêuticos eram praticamente á base de plantas medicinais e, apesar do desenvolvimento tecnológico e do avanço significativo da ciência médica, em torno de 80% da população mundial continuam utilizando medicamentos compostos de plantas. Nas últimas décadas, tem sido crescente o interesse pelas plantas medicinais e seus respectivos extratos na terapêutica, constituindo-se, em certas situações, um adjunto compatível com a medicina convencional. Essa realidade mostra a necessidade de ampliar os conhecimentos técnicos, visando à segurança e eficácia no uso das plantas. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS), interessada pelas localidades que se utilizam de plantas medicinais, tem apoiado diferentes países no estudo de seus saberes tradicionais e/ou populares.

 

O Brasil tem um grande potencial nesse campo, uma vez que possui uma enorme variedade de vegetais e está se preparando para assumir posição de destaque no cenário mundial. Desde o início da década de 1980, estão sendo empregadas plantas medicinais no atendimento à população em unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS), o que vem fomentando estudos e pesquisas nessa área. A fim de regulamentar a utilização de plantas medicinais e fitoterápicos, entre outras práticas, o Ministério da Saúde aprovou, em 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. No mesmo ano, também aprovou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que tem como objetivo garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

 

Diante disso, o livro “Essência da Saúde” tem como objetivo apresentar noções e recomendações básicas sobre a utilização das plantas medicinais do ponto de vista popular, assim como os aspectos científicos que confirmam maior segurança no seu uso em diferentes formas de preparações. Noções de constituintes químicos encontrados nas plantas medicinais, as principais ações farmacológicas, seu modo de uso, indicações e contraindicações, efeitos adversos e precauções a serem tomadas são temas abordados no livro. Suas páginas contemplam, ainda, reflexões sobre alimentação saudável, tanto na prevenção quanto no alívio de sintomas manifestados nos sistemas do corpo humano, para os quais são apresentadas, também, as principais plantas medicinais indicadas, suas dosagens, preparações usuais e precauções necessárias. A segunda parte do livro traz um resumo de literaturas de mais de 100 plantas medicinais, que possuem estudos científicos e são largamente utilizadas pela população brasileira. Algumas delas são recomendadas pelo Ministério da Saúde.

 

Além disso, estão contemplados 30 dos diversos alimentos considerados importantes para uma alimentação saudável, com o objetivo de melhor informar e incentivar sua utilização. É importante frisar que as plantas medicinais e os fitoterápicos só devem ser administrados a gestantes, nutrizes ou crianças abaixo de 5 anos com acompanhamento médico. As crianças devem tomar de 1/6 a ½ dose, de acordo com a idade. Pacientes portadores de patologias específicas ou em uso de medicamentos devem consultar o seu médico e demais profissionais de saúde que lhes assistem, antes de usar plantas medicinais ou fitoterápicos, inclusive aqueles apresentados no livro. As informações contidas no livro não se destinam a curar doenças, nem pretendem substituir ou sobrepor-se às orientações dos profissionais de saúde.

 

No entanto, podem ser um recurso importante para a reflexão sobre o cuidado de si, ao considerarmos que, em nossa realidade, o estilo de vida tem favorecido o surgimento de enfermidades e a utilização de tratamentos nem sempre adequados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas dos pulmões e diabetes respondem por aproximadamente 80% de todas as mortes por doenças não transmissíveis, causando grande dano socioeconômico, em particular, nos países em desenvolvimento. A alimentação inadequada, o tabagismo, o sedentarismo e o alcoolismo são destacados como os principais fatores de risco para esses males.

 

Os Autores

Danilo Maciel Carneiro, Kemle Semerene Costa, Mara Rubia Ferreira de Freitas e Josué Antônio da Silva

— com Dr. Danilo Maciel - Homeopatia em Brasília / Médico Homeopata.